The Strings. É este o nosso nome. Após muita discussão sobre qual seria o nosso nome, eis que surgiu, assim... do nada. Sob o conceito do nosso histórico, dos nossos primeiros momentos como banda. Banda, lol?! Talvez não fôssemos uma banda, mas sim três tipos cuja paixão pela música, guitarra, rock and roll, à mistura com uma vontade de não crescer, de não nos entregarmos à rotina do dia a dia, de termos o nosso momento em que podíamos cumprir velhos sonhos e poder dizer, "Tonight I am a Rock Roll Star", nos atirou e nos fez evoluir para o que somos hoje, e que sim neste momento é, e será uma banda.
Os The Strings nascem em Março de 2007 numa Jam Session de copos em casa do Miguel Lopez (Guitarrista e Teclista e dono da casa), em que eu próprio, Tó (baixista e voz) faço um convite ao meu amigo Tomás (Guitarrista), para aparecer em casa do Miguel. Reza a história que os copos produziram o efeito desejado, mas a música não terá sido a melhor, mas ficou o entendimento e o gosto. Sim o gosto, a paixão veio depois.
Durante uns meses foi assim, Sextas-feiras em casa do Miguel (Galego de nascimento, mas indiscutivelmente um cidadão do mundo, notoriamente identificado pelas suas T-shirts), 3 guitarras antigas e dedos enferrujados davam asas a muitas tentativas de covers; Franz Ferdinand, The Doors, Rolling Stones, eram as nossas músicas, sem baterias, sem baixos, a sensação era muita... a fidelidade nem por isso. Em Dezembro de 2007 dá-se o primeiro turning point, o Tomás liga-me para irmos ao Sá (uma lendária casa de instrumentos musicais em Perafita) ver guitarras, claro está que o Tomás se apaixonou pela sua Godin Cherry e trouxe a sua primeira guitarra a sério.
A partir daí a coisa tornou-se mais séria. Entre os três, compramos uma bateria, e a formação começou a sofrer as suas primeiras mutações. Entrada de um amigo baterista não deu resultado, entrada de baixista e teclas também não garantiam a fidelidade de assiduidade e a possibilidade de evolução que nós sentíamos que podia acontecer. Queríamos sempre mais, e sempre que queríamos, obtínhamos. Começamos a tocar melhor, o som surgia melhor, os covers saíam com melhor som, e o material era cada vez mais. Entre pedais de delay, e overdrives valvulados o nosso som ganha forma, ganha corpo, e numa noite de ensaio surge o nosso primeiro convite para tocarmos. Íamos tocar no Carnaval de Taboada na Galiza. E da vontade de trabalhar para o melhor show possível que surge o segundo ponto crucial. Na ausência de um baterista que nos pudesse dar o que precisávamos, fomos ás compras e trouxemos uma boss-Dr3 (Caixa de ritmos). E foi assim que fomos tocar a Taboada (Espanha). E demos espectáculo, em cima do palco, foi a melhor sensação, os nervos não atingiram a malta, e curtimos e fizemos curtir aquela malta toda. O Feeling foi indescritível, éramos três tipos completamente diferentes, o Miguel com os seu delays, extravagâncias, e T-Shirts muito feias, o Tomás com o seu ar calmo, frio, impenetrável (até parecia um tipo super experiente), eu seguindo o feeling, soltei a minha voz, abri a garganta a cavalguei por ali fora tom após tom, musica após música, a sentir o sonho, living the dream.
Depois disso veio o objectivo de darmos mais concertos, criar originais, enfim, tentarmos produzir e evoluir como banda, alargar os nossos horizontes. Mas havia algo que faltava...
Os ensaios prosseguiram, e começou o planeamento de concertos. O Verão 2009 terminou com um convite e consequente concerto no Ibla Bar em Leça da Palmeira. Foi um concerto espetacular. Casa cheia de amigos e desconhecidos que curtiram e saltaram ao som de originais como "Beautiful Stranger", e covers como "Sympathy for de Devil". Foi uma sensação incrível sentir que as pessoas gostavam do nosso som e que pediam cada vez mais músicas. Ao fim de 2 horas e tal de concerto o feeling era de que tínhamos que repetir estes momentos, não queríamos parar. Que éramos finalmente uma banda, que os The Strings deixavam de ser vistos pelos conhecidos como um grupo de amigos que toca guitarra ao fim de semana, para um grupo de música rock que, humildemente e é este o nosso sentimento, vibra com a música que toca e que faz vibrar quem ouve. Pelo menos é este o nosso sentimento repito...
Depois deste acontecimento, aconteceram as últimas mutações, finalmente encontramos um baterista, Jyrki Leppanen, um finlandês radicado desde muito novo cá em Portugal que, como nós vibra com a música, e em especial, com o rock and roll.
Jyrki veio dar capacidade de improviso, corpo, e a variedade de ritmo que ambicionávamos há música que tocamos, e com esta nova constituição preparamos o novo ano de concertos e a preparação de um álbum para apresentar a quem nos queira ouvir.
Espero sinceramente, que o futuro seja o atingir de objectivos propostos, e que o 2010 traga uns The Strings grandes e com grande som, para todos nós, e para todos vós que nos ouvem, não ouvem, e para os que querem ouvir....
The Strings - Constituição:
Pedro Miguel Tomás (Tomás) - Guitarra
Miguel Lopez Sanchez (Pirulero) - Guitarra, Teclas
Jyrki Leppanen (Pronuncia-se Iurki) - Bateria
António Rui Cunha (Tó) - Baixo e Voz