A Tasca do Som, para além da velha sala de ensios dos Nameless, foi também local de paródia, local de aprendizagem de música e instrumentos, e local onde surgiram muitos novos fãs de Heavy Metal. Mas foi além de tudo isso, local onde várias bandas ensaiaram, para além de Nameless, nomeadamente bandas como Beer Maniacs, Afterdeath, So Many Lies, entre outras.
Assim sendo, criámos um novo palco onde divulgaremos todas as bandas da "Tasca", esperando ser do vosso agrado!
Creio que foi ainda em 1997 que este tema foi composto. Músicalmente servia de ensaio ao tipo de soniridades que pensávamos inserir no próximo álbum, que em termos de composição já estava na forja. Ou seja, mais melodia (pouco espelhado neste tema), mais épico, mais elaborado, mas também mais simples em certos aspectos, mas mantendo a sonoridade própria da banda. Assim, este tema é como a junção de vários tipos de riffs, de uma forma relativamente progressiva.
Liricamente, e em particular o seu título, exprime as dificuldades de uma banda que acabara de perder o apoio de uma editora (que no fundo nunca o tivera), e que cada vez mais sentia que começavam a rarear oportunidades para um estílo musical com cada vez menos seguidores em Portugal, sendo cada vez mais difícil de arrajar concertos. Por outro lado os elementos da banda, cada vez mais, iam percebendo, com alguma frustração, que não conseguem que a banda seja a sua profissão, e que é no emprego que cada vez mais se têm de focar pois a banda só serve para gastar dinheiro.
Yet Alive é tudo isto, liricamente um "ainda não desistimos", musicalmente um exercício de Thrash Metal que nos causa sempre grande prazer tocar! Mais uma vez, um esboço só com guitarras, sendo que com bateria a música ganha outra dinâmica, mas enfim, é o que se arranja, e esperemos que gostem!
Em 1994 já várias bandas tinham ensaiado na "Tasca do Som". A "Tasca", além da sala de ensaios dos Nameless, era também local de convívio entre metaleiros, local onde se davam aulas de instrumentos, e por vezes era possibilitado o acesso a outras bandas para ensaios. Os So Many Lies foram uma dessas bandas, das que mais tempo tocou na "Tasca", e com uma particularidade, por convite da banda, o Ricardo ingressou na mesma.
A banda era composta pelo Filipe na bateria, o Marco na guitarra ritmo, o Luís nos vocais, e o Ricardo na guitarra solo. Mais tarde entrou o Acácio para o baixo. Deram apenas três concertos. A banda cessou actividade ao fim de cerca de um ano. No entanto, os momentos em que a banda se juntava, eram momentos de grande convívio!
Os temas aqui inseridos não são tocados pela banda, mas sim esboços feitos apenas com guitarra, sendo que a bateria provém de um software. Falta tudo o resto. Além disso, as versões estão de acordo com as memórias que me ficaram das músicas, visto a banda não ter deixado nenhum regísto de áudio.
Já lá vão 10 anos. O Ricardo encontrava-se à procura de novos membros para Nameless, após as saídas do Jorge e do Bruno. A procura afigurava-se longa. As saudades de tocar já eram muitas.
O Tiago e o David eram dois jovens thrashers, presença habitual em ensaios, concertos, paródias, etc. Juntamente com o Ricardo, formaram os Crusher, uma banda de Death Metal, de propósito para entrar num concurso de bandas ao vivo, que se realizaria 2 ou 3 semanas depois.
Eram necessárias 3 músicas para entrar no concurso, tendo forcosamente uma de ser original. Surgíu então Sapiens Neanderthalensis, composta à pressa, por os três elementos, que a tocaram no concerto, juntamente com duas covers de Death (Crystal Mountain e Symbolic), tendo conseguido um 4º lugar no concurso.
A banda Crusher durou pouco, pois o Tiágo e o David entrariam para Nameless pouco depois. O tema Sapiens Neanderthalensis será, provavelmente, incluído no próximo álbum de originais da banda, Odissey in Time.
A presente gravação consiste numa produção própria, só com guitarras, ou seja, apenas um esboço da música. A gravação não está muito boa, e o conversor de mp3 adicioneo-lhe muitos ruídos, mas enfim...
A quando da fundação dos Nameless, em 1991, o Thrash Metal estava já fora de "moda", no panorama metálico internacional. A uma fase de grande saturação dentro do estilo, em que se sucedeu o aparecimento de inúmeras bandas, que não passavam de cópias dos grandes nomes do Thrash internacional, sucedeu-se uma fase de declínio no estilo. Grandes bandas de Thrash Metal extinguiram-se nessa altura (ex. Destruction), outras mudaram a sua orientação musical (ex. Metallica e Kreator), surgindo nesse período poucas bandas desse estilo. Os Nameless surgiram, assim, em contra-ciclo, tocando um estilo que, na época, se encontrava em declínio vertiginoso. Nos inícios dos 90, deu-se um espectacular aumento do número de fans de Heavy Metal, não correspondido do aumento da "qualidade" dos mesmos. De repente, estava na moda usar cabelo comprido e ouvir o álbum preto dos Metallica, e, sobretudo bandas como Guns'n'Roses. Felizmente, a meu ver, essa moda foi-se desvanecendo, sendo que muitos destes pseudo metaleiros passaram para o Grnge! Sucederam-se as "modas" do Death Metal e Grincore, e posteriormente Black Metal. Particularmente este último, prevaleceu em meados dos anos 90, sendo que, a maioria das bandas nacionais representantes deste estilo, privilegiavam o acessório, ao essencial. Ou seja, trajavam a rigor, para o estilo em questão, mas muitos nem sabiam afinar os instrumentos (e presenciei vários casos). Mas nem tudo era mau, e ainda subsistem bandas surgidas durante esta fase, com qualidade. Nos últimos anos da década de 90, e inícios do novo século, o Thrash Metal começa a voltar à ribalta da cena metálica, marcado pelo regresso de verdadeiras lendas do Thrash, como os Destruction, assim como o regresso às origens de bandas como os Kreator, e até Slayer, que passara por uma fase marcada por outras influências, embora sem alteração acentuada. Nesta fase, em que finalmente o Thrash Metal dos Nameless poderia beneficiar dos novos "ventos", a banda iniciou uma fase de quase inactividade, havendo, inclusive, alterações na formação da banda. Assim sendo, os Nameless estiveram sempre fora de "moda", e com muito orgulho!!! Thrash Metal sempre!!!
Nos anos 80, havia na cidade de Elvas um grupo de fans de Hevy Metal, que se juntavam na casa de um deles, o Luís. Entre eles, havia aquele que foi a minha maior influência como guitarrista, o Dinho. Para a altura, era um grande guitarrista! Com a sua Vester Randy Rhoads, um pedal de distorção da Boss, e um rádiozito a fazer de amplificador, era ele o orgulho da malta. Havia também pessoal de outras terrinhas, que engrossavam as fileiras dos metaleiros de Elvas, como o Peralta. Costumavam juntar-se, à volta de umas cervejas de litro, o Dinho tocava, e todos cantavam em coro! Era o verdadeiro espírito do Metal. Eu era um chavalito que lá viveu durante uns anos, e que voltaria para Lisboa, onde formaria a minha banda. "Cerveja", é um verdadeiro hino metálico, que o pessoal de Elvas dedicou-nos nessa ocasião (por volra de 1988/89), e que nós sempre tocámos nos concertos. Só o Peralta se mantém em contacto comigo, quanto aos outros, nunca mais os ví, ou soube notícias... "Cerveja" será sempre dedicado a eles, assim como a todos os verdadeiros metaleiros!